Monday, March 16, 2009
Sunday, March 15, 2009
Acerca de redes semânticas
Aprender a partir de computadores (repetição e treino, tutoriais e tutoriais IA).
Aprender sobre computadores (conhecer os seus componentes).
Aprender com os computadores (usar ferramentas cognitivas).
Seguidamente são definidos os critérios que os programas devem obedecer para que (no entender do autor) possam ser considerados ferramentas cognitivas, em oposição aos programas classificados como ferramentas de produtividade.
Neste ponto senti abaladas as minhas convicções, por Jonassen não considerar o CAD uma ferramenta cognitiva, pois tocava num assunto que tem sido um dos pilares da minha actividade. Passada a reacção inicial e pelos critérios estabelecidos por Jonassen, concordo que os programas de CAD existentes à data da publicação da versão em língua inglesa do livro (2000), ainda hoje não preencheriam a maior parte dos requisitos. [3]
No segundo capítulo Jonassen analisa os diversos tipos de pensamento, apresentando o Modelo de Pensamento Integrado[4], modelo esse que sob o nome de Processo de Pensamento Complexo, integra o Pensamento Elementar, o Pensamento Crítico e o Pensamento Criativo.
No quarto capítulo, sob o nome “Redes semânticas (mapas cognitivos) enquanto ferramentas cognitivas”, Jonassen apresenta a ferramenta cognitiva que de forma mais sistemática atravessa os capítulos do livro para ilustrar por imagens as suas representações cognitivas, afirmação esta indirectamente confirmada pelo autor quando afirma “Das ferramentas cognitivas descritas neste livro, as redes semânticas são das mais versáteis.” (pág. 95).
“O que são redes semânticas?” é a pergunta de abertura do capítulo. Da pergunta, o vocábulo semânticas, foi o que me despertou a curiosidade. Da limitada pesquisa que efectuei nos dicionários próximos, uma definição de ordem prática justificou a minha curiosidade: “ Nome dado antigamente à parte da arte militar que compreendia o conjunto das disposições destinadas a fazerem mover as tropas por meio de sinais.”[5]
Iniciava um capítulo que tratava de criar uma rede de sinais e a pergunta passava a ser “O que são redes de signos intencionais?”
Jonassen dá a resposta nas primeiras linhas: são representações do conhecimento que aliam capacidades gráficas (caixas e vectores) com as capacidades das palavras, que tanto são usadas para indicar os conceitos (presentes nas caixas, chamados nós), como para rotular as relações entre os conceitos (presentes nos vectores, também chamados linhas rotuladas). Já referido no prefácio, o programa CmapTools (conceptual map), volta a ser referido por Jonassen, como sendo uma ferramenta poderosa e gratuita o que motivou o aceitar do desafio de criar uma rede conceptual. Já no sítio[6], apresentado em forma de mapa conceptual, demorei algum tempo a localizar-me e a entender o mapa em si mesmo. Encontrado o local de download e preenchida a inscrição, a instalação não demorou 5 minutos.
Embora deseja-se a versão inglesa do mesmo, pois desconfio das traduções em geral e das traduções de programas em particular, o facto de ter indicado como país de origem Portugal, obrigou-me a utilizar a versão em português.
Forcei uma desinstalação, voltei ao sítio e seleccionei como país de destino o Reino Unido e mudei de e-mail, na esperança de alterar a linguagem da instalação. Trabalho infrutífero: a versão instalada no computador continuou a ser a de língua portuguesa. Paciência, pelos aplicativos que são inteligentes demais…
A interface é pequena, i. e. são poucos os comandos a utilizar. Porém ao fim de duas horas (tempo que Jonassen diz dever ser suficiente para que um aluno entenda qualquer aplicação/ferramenta para que possa ser considerada cognitiva[7]) ainda não conseguia produzir nada de concreto. As ajudas, só na língua inglesa (felizmente), ligam-nos ao sítio do Cmap. Porém não existe auxiliar de busca para a ajuda, pelo que ficamos limitados à estrutura apresentada. Também não existe FAQ,[8] o que é estranho num sítio que apresenta ferramentas que, para além de cognitivas, deveriam fomentar também colaboração.
Embora esta literatura seja feita como aluno, cabe-me como professor, estudar o programa e explica-lo aos alunos. Alto! Pretender-se-á que os alunos descubram por eles mesmos, melhor, que criem o seu modo de entender o programa, melhor que apresentem o mapa conceptual dos seus entendimentos significativos do programa?
Esta observação, embora possa ser rejeitada como absurda, apenas aplica o que Jonassen postula relativamente aos resultados a obter pelos alunos com a utilização do Cmap, ao criticar os professores que criam as suas redes semânticas e depois as apresentam aos alunos, levando os alunos a memoriza-las e a impedir que eles construam as suas próprias redes semânticas (pág. 78). No mesmo sentido as redes semânticas apresentadas no livro, estão a impedir-me – como aluno que sou – de criar as minhas próprias redes semânticas. Estará Jonassen a fazer o contrário do que advoga?
Passada esta pequena falácia, resolvi testar o Cmap para copiar - no sentido oriental do termo – o esquema gráfico (que não é um mapa conceptual) da figura 2, apresentado na página 39 [9]. O objectivo primeiro foi utilizar o Cmap; o objectivo segundo foi interpretar o esquema e os restantes comentários que o complementam; o objectivo terceiro – sem deixar de ser o mais estimulante – foi o de tentar encontrar outras palavras, o de tentar sintetizar os conceitos e o de criar descritores a alterar / incluir no meu mapa conceptual. Chamo a atenção para o facto que trabalho sobre uma interpretação do mapa de Jonassen, não sobre o mapa original, por isso o resultado pode ainda desviar-se mais as suas intenções.
O tempo gasto na execução do mapa ultrapassou as 8 horas! Apesar de ter um mapa guia, o entendimento do funcionamento do programa – se nos aspectos particulares é simples – apresenta algumas dificuldades no que respeita a certos automatismos – não consegui entender como desactivar, ou tornar “defaul” um certo tipo de nós – bem como apresenta dificuldades (direi mesmo impossibilidades apenas suplantadas com “dar a volta ao problema”) – como no caso da não existência de ligações simples , sem descritores, apenas uma linha, ou vector entre conceitos, tal como existe no mapa que me serviu de referência.
Nesta fase do trabalho gastei cerca de 5 horas. As restantes três foram usadas na pesquisa a termos sintéticos para utilizar no mapa. Algumas opções são discutíveis, mas considero que na generalidade as palavras usadas reflectem os conceitos desenvolvidos por Jonassen, depois de interpretados por terceiros. Embora gostasse de ter apresentado os conceitos por outra ordem, preferi manter a ordem e localização original, para permitir uma comparação efectiva e eficaz com o original.
Para finalizar resta-me referir que, sendo o trabalho colaborativo, um dos objectivos do Cmap, não tive oportunidade de testar esse tipo de trabalho, tanto no meu mapa, como num dos milhares de mapas conceptuais que me apercebi existirem disponíveis. Em próxima ocasião explorarei esta vertente.
2000.jpg)
[1] Jonassen, David H., Computadores, Ferramentas Cognitivas - Desenvolver o pensamento crítico nas escolas, Porto editora, 2007
[2] Ao longo do livro são usados com o mesmo significado os termos computador, programa e aplicação informática. Um computador sem qualquer programa não serve para (quase) nada, pelo que o autor quando se refere a computador tem em mente que ele terá qualquer forma de programa de elevado nível, para além do sistema operativo que estabelece a ponte entre o programa e o código binário.
[3] É um programa de CAD uma ferramenta cognitiva?
1. – Baseado em computador: Sim! (este ponto parece redundante dado o teor do livro…)
2. – Disponível: Sim!
3. – Preço acessível: Não! (em 2009 há programas mais económicos, mas mesmo assim…)
4. – Constrói conhecimento pessoal: Sim!
5. – Generalização: Não! (CAD já é uma disciplina.)
6. – Pensamento crítico: Sim! (não há uma forma correcta de usar o CAD, há milhares delas.)
7. – Aprendizagem transferível: Não! (só entre grupos de disciplinas específicas.)
8. – Formalismo simples e poderoso: Não! & Sim!
9. – Fácil aprendizagem: Não!
Resultado: Sins 5; Nãos 5. Empate. Sou tendencioso.
[4] Departamento de Educação de Iowa, 1989.
[5] Machado, J.P., Grande Dicionário da Língua Portuguesa, 1981, XI-64
[6] http://cmap.ihmc.us/conceptmap.html
[7] É evidente ao longo da leitura do livro, que os programas abordados são para ser usados por alunos a partir do nível secundário.
[8] Frequented Asked Questions.
[9] Modelo de Pensamento Integrado, Departamento de Educação de Iowa, 1989.
Wednesday, March 11, 2009
A propósito de Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica
A primeira característica permitia-me criar um “sítio”, que embora não fosse um verdadeiro sítio, permitia publicar texto e imagens, sem custos de criação ou de manutenção; (Gomes [312, 23])A segunda característica permitia numa primeira fase criar “notícias” e possibilitar comentários (com ou sem a minha supervisão) e numa segunda fase associar-me a outros indivíduos (amigos, colegas, alunos) (Gomes [314, 27-29]) dando-lhes permissão para co editar um blogue, esmagando o preconceito de blogue que retinha, como sendo um local de descarga individual, fosse essa descarga de carácter noticioso ou intimista;A terceira característica remete para a flexibilidade que o acesso à utilização de programação HTML dá: Os modelos base fornecidos podiam ser alterados, a forma de publicação deixava de estar sujeita ao texto corrido e passavam a incluir cores, molduras e tabelas.[4]A quarta característica – alteração da data das mensagens – permitia reorganizar os conteúdos conforme a importância relativa que lhes desejava dar.[5] (Gomes [311, 42][314, 25])
Com estes dados a minha primeira tarefa iniciou-se dentro da acção de formação:Criar uma Caça ao Tesouro[6], em forma fechada / aberta, em que os alunos eram convidados a responder a conteúdos sobre as cores e a encontrar e postar imagens encontradas com recurso a motores de busca de imagens.
A Caça ao Tesouro, intitulada Cor da Luz, iniciava-se num blogue com esse nome[7]. A partir daí deveriam surgir várias hiper ligações a outros blogues, cada uma para uma das cores primárias, secundárias, neutras, branco (todas elas) e preto (nenhuma delas). Porém só três blogues complementares foram executados:O blogue relativo à cor amarela[8], o blogue relativo à sua cor complementar (violeta)[9] e o blogue relativo às selecções incorrectas.[10]. Esta Caça o Tesouro, ficou incompleta não só por desleixo do autor – que a houve[11] - mas também pela tomada de consciência de que os alunos não estavam suficientemente motivados para utilizarem blogues[12]. Em 2006-07 “abri” para o exterior com um blogue onde apresentava a planificação das aulas[13]. Apesar de ter fornecido a URL aos alunos, não tive nenhum retorno informativo. Ainda neste âmbito criei em 2007-08 um blogue[14] a que os alunos da escola tinham acesso, não só directamente por qualquer PC, como através da plataforma Moodle da escola e onde publiquei uma selecção dos trabalhos e das actividades dos alunos. Apenas tive uma resposta de uma das alunas, via o Moodle.
Estas experiências e as observações feitas em alguns centros de recursos com acesso à Internet[15] levam-me a concluir que os blogues não são uma boa estratégia pedagógica para alunos do 3º ciclo, pelo menos para os alunos do 3º ciclo com quem contactei, provenientes dos núcleos degradados ou das franjas desprovidas de identidade da Metrópole do Porto – em qualquer dos casos esmagados ou ignorados por “ela”.
[1] Gomes, M. J. (2005). Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. VII Simpósio Internacional de Informática Educativa – SIIE05, 311-315. Leiria, Portugal, 16-18 Novembro de 2005. Consultado em 11-03-2009 http://projectos.nonio.uminho.pt/file.php/62/Bibliografia/Blogs-final.pdf
[2] A utilização das TIC nos Processos de Ensino Aprendizagem. EB 2,3 Santiago de Custóias / Centro de Formação Abel Salazar. 24-05-06 a 19-07-06. Orientação de Rogério Paulo de Magalhães Correia.
[3] Templete(s).
[4] Não tinha à altura, nem tenho à data, nenhuma formação académica sobre HTML.
[5] Ver a data da mensagem “Este sítio está em permanente construção”, em http://une-blague.blogspot.com/, ou o – futuro – poste de encerramento do blogue.
[6] À altura utilizava erradamente o termo WebQuest, mas devo ser absolvido, pois não conhecia Dodge!
[7] http://cordaluz.blogspot.com/ . Actualmente está muito adulterado: a code page foi alterada o que faz os caracteres portugueses não serem apresentados, para além de apresentar o meu perfil executado em Fevereiro de 2009, durante a actual frequência da Profissionalização em serviço na UMinho. São os problemas da melhoria de recursos da “blogspotfera”.
[8] http://www.cordaluzamarela.blogspot.com/
[9] http://www.cordaluz8000ff.blogspot.com/
[10] http://cordaluznnnnnn.blogspot.com/ Contém uma mensagem camuflada por baixo de “Só vê quem for curioso!”. Conseguem ler a mensagem oculta?
[11] O facto de a URL da hiper ligação aparecer no canto inferior do browser, obrigava a codificar o nome do blogue, o que dificultava (embora não impossibilitasse – atentar no nome do blogue para a cor violeta http://www.cordaluz8000ff.blogspot.com/ - onde 8000ff é a numeração em hexadecimal da cor violeta) a construção dos blogues. Este tipo de jogo talvez tenha mais possibilidade de sucesso junto do 1º e do 2º ciclo. Tenho consciência que ainda é um jogo da primeira fase, da fase de “aprender a partir de computadores”. Jonassen, D. (1996, 2000), Computadores Ferramentas Cognitivas (2007).
[12] Refiro-me aos alunos do 3º ciclo do ensino básico, universo onde maioritariamente orbito. Blogues ainda é uma coisa muito estática, mesmo para alunos do secundário (pelo menos aqueles com quem tenho contactado). Ver o blogue para fazer um livro de curso on line para uma turma do 9º ano e que nunca foi interiorizado pelos alunos. http://olivrodecursodo9b.blogspot.com/
[13] http://planodeev.blogspot.com/
[14] http://educacaovisual.blogspot.com/
[15] Os alunos e alunas procuravam maioritariamente sítios com actividades dinâmicas e violentas sendo a sua atitude de passividade / aprovação. Ao verem aquelas imagens estavam todos a receber – sei-o hoje – reforços vicariantes.
Wednesday, March 4, 2009
Glossário: WWW
A WWW é um dos serviços de comunicações que utiliza a infra-estrutura da Internet, interligando documentos e outros recursos via hiper-ligações ou URL’s. [1]
Ver mais em “Une Blague”
José Manuel Barbosa Alves
WWW - World Wide Web – Um pouco de história [2]
A comummente chamada Web trabalha sobre a Internet, utilizando páginas escritas em hiper-texto, linguagem que contém os endereços de outras páginas com ou sem hiper-texto, onde podem estar textos, filmes, fotografias ou músicas, etc. Um dos primeiros programas informáticos (Browser, no original inglês) para aceder às diversas páginas chamava-se Netscape Navigator - daí o termo “navegar” na Web. Essas páginas estão armazenadas em milhares de milhões de discos, algum de acesso livre, outro condicionado e uma das linguagens mais comuns para criá-las é o HTML.
Com o aparecimento e divulgação dos motores de busca encontrar a informação pretendida tornou-se muito mais fácil, embora também se tenha tornado mais difícil seleccionar aquela que é mais pertinente. Neste momento são constantes as novidades que aparecem na WWW: redes sociais, second life, software de edição e de visualização de texto, imagem e som.
A definição de “Rede de alcance mundial" para World Wide Web presenta na página http://pt.wikipedia.org/wiki/WWW não me parece a mais correcta. Em seu lugar proponho “Grande Rede Mundial” [3]
[1] Adaptação da responsabilidade de Alves, J. M .B.
[2] http://en.wikipedia.org/wiki/World_Wide_Web
[3] It is also interesting that in Mandarin Chinese, "World Wide Web" is commonly translated via a phono-semantic matching to wàn wéi wǎng), which satisfies "www" and literally means "myriad dimensional net", a translation that very appropriately reflects the design concept and proliferation of the World Wide Web (em Pronunciation of "www" em chinês)
Glossário: Internet
A Internet é um sistema global de comunicações. É uma infra-estrutura de computadores e outras máquinas – hardware – controlados por um conjunto de programas e aplicações – software. [1]Ver mais em “Une Blague”
José Manuel Barbosa Alves
Internet – Um pouco de história[2]
Historicamente a Internet nasceu sobre uma aplicação militar - ARPANET [3] [4]-desenvolvida nos anos 60, nos EUA que tinha por objectivo interligar os computadores das instalações militares recorrendo à rede telefónica existente, de modo a que se uma das conexões caí-se, a ligação pudesse continuar, mesmo que pelo caminho mais longo.
Essa comunicação entre computadores podia ser estabelecida usando um Modem [5] conectado a cada computador que modelava (modulator, no original inglês) os Zeros e Uns do computador emissor em sinais sonoros, enviados pelas linhas telefónicas e quando chegavam ao destino eram desmodeladas (demodulator , no original inglês) e reconvertidos novamente em sistema binário que era lido pelo computador.
A informação era enviada em pequenos “pacotes” que continham para além do endereço e dos dados em si mesmos, a sua localização na totalidade da informação que circulava. Ao conjunto de instruções que ajudavam a repartir, conduzir e reagrupar os dados chama-se Protocolo e ao longo do tempo tem sido vários os protocolos utilizados que acompanham o aumento da largura de banda disponível (quantidade de pacotes que podem circular simultaneamente).
Com o fim da Guerra-fria, os militares abriram ao pouco a utilização da Internet aos civis [6], primeiro às universidades e depois a toda a população o que fez com que em poucos anos o número de utilizadores crescesse de forma desmesurada. No entanto o grande crescimento só se verificou quando foi criada a WWW.
[1] Adaptação da responsabilidade de Alves, J. M .B.
[2] http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet
[3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Internet
[4] http://en.wikipedia.org/wiki/Internet#Creation
[5] http://en.wikipedia.org/wiki/MODEM
[6] http://en.wikipedia.org/wiki/Internet#University_students.27_appreciation_and_contributions
Sunday, March 1, 2009
Devaneios sobre “WQ:ERFIP” de Carvalho A. A.
De Ana Amélia Carvalho, Universidade do Minho, S/D [2]
Carvalho, na comemoração do décimo aniversário do aparecimento do conceito de WebQuest, começa por situar historicamente a evolução do conceito inicial (1995), das alterações intermédias (1997-98) e do estádio final (1999), que suponho seja ainda o defendido pelo seu autor (Dodge).
De seguida explana os critérios que as partes (blocks) constituintes da WQ devem seguir, apontando as suas características e fazendo uma destrinça fundamental entre o que é uma Caça ao Tesouro [3]- procura de respostas específicas a questões específicas - e uma Aventura na Web [4] [5]– procura de hipóteses abertas ( eventualmente induções e especulações) assentes em questões específicas.
Posteriormente, Carvalho, debruça-se sobre a utilização das WebQuests na formação de professores e na formação inicial e contínua no ensino superior. Da análise das tabelas apresentadas sobressai que, a utilização das WebQuest no ensino superior se limita aos cursos de formação de professores. Assim só quem já é “professor” na prática e só quem o pretenda ser pela via de ensino, é que efectivamente tem alguma forma de contacto com esta forma de comunicar a exploração da informação e do conhecimento.
Carvalho, prossegue com a análise sobre a investigação acerca dos WQ. Neste ponto é visível que os WQ produzidos têm como público-alvo prioritário os alunos do Ensino Básico e do Ensino Secundário[6]. E WQ para o Ensino Superior?
A pergunta é pertinente por duas razões:
- Sendo o objectivo das WQ a construção do conhecimento, através do estabelecimento de conexões e ligações, muitas das vezes sem razão aparente para existirem e a colaboração[7] física, próxima ou virtual dos pares intervenientes;
- Sendo o número de páginas existentes em inglês, francês, castelhano ou alemão, – com carácter cientifico comprovado – significativamente superiores às existentes em português.
Seria de concluir que as WQ seriam muito mais proveitosas (pelo menos na fase actual de carência de informação científica relevante e válida em português) para a generalidade dos estudantes universitários, pois é natural que eles possam dominar com mais perícia línguas outras, que não a materna.
Esta conclusão - perfeitamente indutiva e sem referências científicas que a validem – pode levar a uma pergunta:
Não deveriam os professores e estudantes universitários estar a produzir – em português – um número significativo de páginas, claras, objectivas, transparentes, simples, cristalinas, clarividentes e discerniveis, que pudessem servir de base a verdadeiros e honestos WQ, produzidos para alunos de todos os graus de ensino, onde fosse possível encontrar várias explicações da Teoria da Relatividade, que se adoptassem aos diferentes estágios cognitivos por que seria desejável que todos nós passasse-mos?
A esta pergunta não tenho resposta. Afinal não sou Professor (com letra capital e sem aspas) e nem sei se alguma vez mo deixarão ser.
Posta a questão nestes termos - e com mais sentido pragmático - sugiro modestamente que no ensino superior (onde me incluo nestes curtos meses) não se limitem a ensinar a fazer WQ: ensinem a fazer páginas de conteúdos ou de assuntos, de competências ou de saberes, de dúvidas e de certezas, com problemas resolvidos ou por resolver, mas que sejam exactos, honestos, simples de entender e finalmente, verdadeiramente livres e universais.
J. M. B. Alves
P.S. Claro que 4 anos já terão passado sobre o texto que comentei e 4 anos em TIC é muito tempo. Muito já se terá feito, se faz e se continuará a fazer. Reflexo disso ... é isto.
Referências às paginas consultadas… de leve e com algumas actualizações de endereços (2009-03-01):
UÉvora-Minerva
Webquest - O ninho
Exemplo de WQ
Controlo dos pontos fixes (ing.) (esta parece do Firestone)
Classificação das tarefas (ing.)
Controlo do processo (ing.)
“Dimensions of Thinking: a Framework for Curriculum and Instruction” Marzano e outros (PDF)
Sobre Dodge
1. Escreve ao Bernie Dodge
2. WQ-Dodge 1995
3. WQ-Dodge 1997/1998

4. WQ-Dodge 1999
[1] Em: AS TIC NA EDUCAÇÃO EM PORTUGAL Concepções e Práticas (pág 299-327)Organizadores:Fernando Albuquerque Costa; Helena Peralta; Sofia ViseuEditora:Porto EditoraMAR/2008 ISBN 978-972-0-34080-1
[2] Anterior a Março de 2008, data da publicação da compilação. Provavelmente de 2005, ano da passagem do10º aniversário do conceito.
[3] Treasury Hunt
[4] Sobre a tradução de alguns termos originários de outras línguas - actualmente e por questões de supremacia económica, cultural e curricular – termos de língua inglesa, faz-me impressão as meias traduções:ou se utilizam as palavras originais, tal como elas são e a fonética as acabará por adaptar, ou se traduzem na sua totalidade.
WebQuest poderia ser Busca Na Teia, Procura Na Malha, Demanda Na Rede, e embora nenhuma delas me agrade, pelo menos têm a virtude de procurarem ser honestas. Agora Aventura na Web peca por dois motivos: dá a ideia de divertimento infantil (“Uma Aventura com …) e liga uma palavra portuguesa com outra inglesa.
WebQuest é uma palavra que marca e o que marca tem razão intrínseca para existir.
A generalizar-se este tipo de traduções não faltará muito para estar a colocar no automóvel pneumáticos “Pederneira” ou “Lar”, conforme a queda do tradutor for mais para o pirómano ou para o caseiro.P.S. Refiro-me aos pneumáticos “Firestone”.
[5] Actualmente, a página de origem do termo “Aventura na Web” está em http://www.minerva.uevora.pt/historico/subm03_3.htm#webquests
[6] No Ensino Secundário a utilização de WQ é resídual. Não foi detectada informação sobre a utilização de WQ no Ensino Pré-escolar.
[7] Colaborar e cooperar, seja qual for a precedência etária dos conceitos, assentam ou no trabalho em conjunto ou na obra em conjunto
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